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O teu dilúvio

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Façamos do prazer os nossos nomes, sobrenomes e codinomes. Com os dedos umedecidos, navegando em dilúvio alheio. Falseando dedos idosos que escoam na harmônica dos sentidos com intuito único do usufruto — o teu. Sem o intuito do fruto, apenas o usufruto — o teu. Uma, duas, três […] quantas vezes for o teu amar. Aproveitemos os olhos distraídos dos antiquados mal amoldados para a vadiação do toque, sem impedimentos. A partir de agora, pele de ganso é o teu estado; arrepio é a tua condição.  Que as lágrimas vertam de júbilo! Que o meu tato flane por tua circunferência! Que os meus pelos se incorporem aos teus! Sejamos um só. Apesar dos dois corpos, das duas bocas e dos dois corações, sejamos um só. Feitos de carne, pele e gozo. Flor do flamboiã.