O dia em que a morte saiu de férias
Apresentação O desejo precede o pecado. O pecado precede a culpa. A culpa precede a penitência. A penitência precede a morte. E a morte é o fim. Clichê, não é mesmo? Mas, do que são feitas as boas histórias senão de sequências — nem sempre compostas de fatos — clichês? A receita é simples. Era uma vez um mocinho e um vilão. O mocinho é pudico e o vilão não tem escrúpulos. O mocinho queria seguir com sua tediosa vida — o cotidiano é sinônimo de tédio. O vilão tem asco ao tédio. Os caminhos do vilão e do mocinho se cruzam. Apesar de antagônicos, mocinho e vilão se tornam um só, a existência de um passa a ser dependente da existência do outro. No entanto, nas cabeças do mocinho e do vilão não há espaço no mundo para antagônicos. Mocinho e vilão precisam duelar. O vilão arma um plano para acabar com a vida do mocinho e com tudo o que ele ama. O vilão coloca em prática o seu plano maligno. A vida do mocinho parece ruir, mas o vilão tem um ego enorme e um incontroláve...