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Mostrando postagens de abril, 2026

Fajuto ateu, graças a deus

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Nunca fui sério. Nunca fui meão. Nunca fui santo. Mas também nunca fui escroto. Não, escroto eu nunca fui! Ou melhor, rematutando bem, também nunca fui mentiroso.  Confesso, já fui escroto. Empiriquei Paulo Freire. Não tem perigo! Empiriquei! Mas nada suficiente para tirar o meu pedacinho no céu.  Mesmo me esforçando muito pra cheirar o chão de talco que o diabo encarreirou, na balança, ainda aponto pra riba. Oxe! O que foi?  Um ateu não pode fazer analogias cristãs? Valei-me! Ofá.

Punheta

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Uns 90 milhões em ação; ao menos, foi o que médico me disse. Pra frente Brasil. Pra cima Brasil! Salve a seleção! Ora? Por que não?  Nada mais natural do que a solidão. Pelo sim, pelo não, pelo pelo na mão. Afinal, mais vale um pássaro na mão do que um estouro de estorninhos no saco. Desculpe-me! Estou sendo escroto. Mas é isso. É orgânico. É um coitado pentelho que coça. Inocente, a mão familiar busca, a coceira pelicular, aliviar. Um despertar e, quando vê, carícia em mastro em contento  —  confesso, faltou-me humildade.  Ademais, demais contente. Em demasia em contento. Num harmônico sobe e desce que umedece e anseia o júbilo do momento. E o final é um momento de contento.  É isso. Pra frente! Pra cima! Pra fora, Brasil! Em riste! Faça soar o seu brado retumbante! Pra todos ouvirem. Assim! Ai, Jesus! Duas vezes: ai, Jesus! Olha o gol! Olha o gol! Olha o gozo!  Uma pausa dramática. Uma respiração profunda: Gozo. Valei-me!  Ufa! Que porra é essa?

Neurose

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Meu cérebro pulsa a quilo. E aquilo que consumi, hoje me consome.  Quantos vícios?  Quantos?  Vícios?  Tantos! Eu nem sei.  Se eu começar a me preocupar com isso, será meu novo vício.  Talvez seja esse o meu drama. Se, ao menos, fosse em grama,  talvez minha memória não fosse esse disquete. Não sei bem como funciona. Sou leigo no assunto.  Não sei se é pelo consumo de frutose —  comprometo o meu ritmo por uma maçã —  ou por osmose,  quem sabe asquerose.  Por que não? Eu sou um inventor. Asquerose. Asquerose soa bem! Não existe, mas soa bem! Ou, quem sabe, não está na 2-desoxirribose. Sei lá?! Vai saber!  Quem sabe não veio do meu pai. Veio da minha mãe. Ou, quem sabe, dos meus avós.  Quem sabe?  A única coisa que sei: a minha sobra de adenosina depende de mais uma dose. Mais uma dose, por favor! Uma para mim e outra pro santo, não necessariamente nessa ordem. Mas a ordem foi dada: mais uma dose! Mais uma dose, ma...