Jogo da vida — volte três casas
Jogo da vida. Uma dose, por favor! Pensando bem, pode deixar a garrafa. Se bêbado é o estado da verdade, de hoje em diante, esta será a minha estação. O ébrio que me habita tem sede, e ele está farto de se enganar. Sem querer ofender os poetas, mas não vejo valia em cobrar ovo de pato macho. O império do imperativo segue ditando a moda, a média e a mediana, mas ninguém nunca me perguntou em qual parte da curva me sinto confortável. Enviesam tendências e orquestram ranqueamentos para transformar nossas vidas em uma grande competição injusta, onde os papéis da minoria e da maioria se invertem. E ai daquele que ficar para trás! Será julgado e estará fadado ao eterno esquecimento, afinal, ninguém se lembra do segundo colocado. Mas eu digo: que se danem se não lembram do segundo colocado! Eu mal queria competir. E nem, ao menos, a segunda colocação me caiu. Inventam histórias e estórias — se é que isso seja possível — para nos moldar, para nos forçar a pen...