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Mostrando postagens de agosto, 2025

Jabuticabas

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Dois olhos.  Talvez sejam azuis.  Azuis, daqueles bem escuros.  Talvez, azul-petróleo. São dois olhos azuis,  quase pretos. Azul-petróleo.  Pretos. Ou quase.  Quase pretos, olhos de jabuticaba.  Isso, jabuticaba! Jabuticaba. Pretos olhos de jabuticaba. Pretos olhos me fitando;  eu em riste.  Ao tempo que a fito se umedecer. Dois dedos de tato. Fito-a com meus olhos que não são como os dela. Os dela?  Dois olhos azuis, daqueles bem escuros  — —  quase pretos. Olhos de jabuticaba.  Eu fito de cá. Ela fita de lá.  Meus olhos que não são jabuticabas; e os olhos dela que também não são. Mas, parecem.  Dois olhos. Duas pálpebras.  Duas pálpebras que respondem ao seu sorriso,  escondem dois olhos. Dois belos olhos. Duas belas jabuticabas escondidas por detrás de duas pálpebras.  Cortinas de um espetáculo cor de jabuticaba.  Jabuticabas.

É...

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Tem dias que acordo assim.   Tem dias que acordo assado.   Tem dias que acordo e pergunto:   Por quê?   Por que o que sinto é saudade.   Porque sim. Talvez. Por que não? Por quê?   O porquê é porque digo "sim". Digo sim a cada condição,  A cada situação  E a cada senão.   Se não, não seria eu.   Não sei... Senão,   Sei. É.  Campo de girassóis.