O dia estava ensolarado, com um calor insuportável. Tudo o que José desejava era ficar em casa, derretendo de preguiça no sofá, mas o destino não dava a mínima para suas vontades. José precisava sair. Ele não sabia, mas essa saída mudaria sua vida para sempre. Mal colocou os pés na rua, um pombo fez suas necessidades fisiológicas na cabeça de José. O susto foi tão grande que ele deu um salto e foi parar no meio da rua. O coitado quase foi atropelado. Foi por muito pouco. Com um movimento brusco no volante, o motorista conseguiu evitar o atropelamento — pelo menos de José. O carro derrapou, desviou dele, mas acabou derrubando um rapaz que vinha pedalando sua bicicleta no canto da rua. Com a queda, o rapaz da bicicleta trombou com uma jovenzinha que voltava do mercado carregando uma bandeja de ovos. Os ovos voaram e se espatifaram na cabeça de João, que fumava, tranquilo, seu cigarro na calçada. João culpou a menina, que culpou o ciclista, que culpou o motorista, que culpou José, que cul...