Van Damme e o rapto do menino dourado que, na verdade, era um dragão dourado — eu acho
Qual é a cor do dragão branco de Van Damme? Lá estavam eles, dois encostados, sentados preguiçosamente no sofá — não poderia ser diferente. Com o controle remoto na mão, passeavam mundo afora através do aparelho de TV. O destino era incerto. De canal em canal, o universo se retraía e nada absorviam seus perdidos cérebros. Mas, porém, contudo, entretanto (e tudo mais), quem sou eu para julgá-los? Estou aqui, apenas, narrando a história de dois seres a quem sobravam afazeres a não se fazer. E cumpriam a árdua tarefa de não fazer nada com louvor. Também pudera, com tantas opções disponíveis, tantas possibilidades, fica difícil encontrar o milho em meio a um mar de bosta. E, no final das contas, a atividade menos custosa que lhes restava era a TV. Na falta do que se fazer, o dedo pesa em cima do botão 'channel up' e os canais pestanejam na frente dos olhos de Barman e Mefistófeles. Companheiros de jornada preguiçosa, sem um pingo de coragem, no vagar vagabundo dos canais. Um a um,...