É o que temos pra hoje

Seis da manhã. Café passado. Ou isso... ou estou ficando louco; minha cama foi colocada no interior de uma torrefação e ninguém me avisou. Definitivamente, não estou ficando louco — ainda é cedo para peripécias. Já rolei e enrolei mais do que o suficiente. Coragem não me sobra, mas a labuta não escapa pelos ouvidos. 


De pé e, apesar das tantas limonadas — com aguardente — que encarei na noite passada, ainda lucrei ao sair da cama com a cuca safa. Desbravo, sonolento, a casa até a cozinha...


— Bom dia, amor!


— Bom dia! Passei o café.


Um esboço de sorriso, um beijo carinhoso na fronte do meu amor. Caneca em riste, café servido. O aroma. Um gole. O sabor.


— Maldito presidente!


Café
Grão de café.

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