José Albino

José Albino (in memoriam), estas linhas são para você. 

José.
José.


Ah! Eu confesso! Roguei aos santos para findar, breve, essa dor. Dor que dilacerou os meus sonhos e me deixou em torpor. Mas eles deram de ombros. Ingratos! 

Tua presença — cândida — pela casa persiste, confrontando com a escuridão de minh’alma, que sangra à procura de um pingo de calma. E mesmo sem encontrá-la, insiste:

— Daria o mundo para te ver outra vez. 

Egoísmo o meu clamor? Talvez. Mas, independente disso, não há sentimento mais egoísta do que o amor.

Às vezes te odeio por tanto te querer. Que maldade a minha! Transformaste-me em outro ser. Fizeste de mim superior!

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