O julgamento do corona

Fluminense de nascimento e Nordestino de coração. Peço desculpas aos cordelistas. Ofender, definitivamente, não foi a minha intenção.


Cordel
Cordel: O JULGAMENTO DO CORONA.

Apresentador:  
Arre! Já vai começar,  
O juiz vai já entrar.  
Vírus cabrunco arretado,  
Hoje será julgado.  
O povo, de aperreado,  
Quer logo a solução.  

Juiz:  
Julgar vírus é diferente,  
A coisa é de arrepiar.  
Acusação, chegue à frente,  
Mas cuidado pra não infectar!  
Tragam provas no salão,  
Que não aceito embrumação.  

Advogado de Acusação:  
Meritíssimo, vá escutar,  
Esse vírus é peste ruim!  
Matou gente sem pensar,  
Deixou tudo preso assim.  
Não merece compaixão,  
Que apodreça na prisão!  

Juiz:  
Agora o vírus vai falar,  
Pra se defender do povo.  
Tem motivo pra explicar  
Tanto choro e pranto novo?  
Se tiver, peça perdão,  
Ou aceite a punição.  

Corona:  
Eu não quero me esquivar,  
Pois conheço a minha fama.  
Nunca quis ninguém matar,  
Isso é coisa que me inflama.  
Mas vocês, sem proteção,  
Me deram livre expansão!  

Corona:  
Se o desmate fosse pouco,  
Eu nem tinha aparecido.  
Mas o mundo ficou louco,  
Tudo ficou destruído.  
Sem floresta e proteção,  
Eu só fiz a invasão.  

Juiz:  
O veredito vou anunciar,
Corona já foi julgado.
Foi o povo que quis embestar,
Deixando tudo desordenado.
Se o presidente cuidasse da nação,
O vírus não pisava em nosso chão.

Juiz:  
Não há mais dúvida do culpado,
A verdade foi revelada.
Prendam logo o tal danado,
Que deixou a terra arrasada.
O vírus foi inocentado,
Bolsonaro é que vai pra prisão!

Juiz:  
E sobre a tal cloroquina,
Que tanto foi exaltada,
Eu digo sem dar cortina:
Essa ideia foi inventada!
Não vou dizer onde colocar,
Só por educação.


Bolsonaro
O procurado.

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