Se a Terra falasse
Peço licença para dar voz à Terra.
Sou um planeta da Via Láctea. Me chamo Terra, pelo menos assim disseram. Escrevo-lhes não para pedir ajuda, mas para alertá-los. Tenho, aproximadamente, 4.5 bilhões de anos. Sou o terceiro planeta mais próximo ao Sol em minha galáxia. Essa distância, somada a alguns outros fatores, me concedeu uma característica muito interessante. A vida! Sim, sou lar de uma infinidade de plantas e animais, que interagem direta e indiretamente entre si e, obviamente, comigo também. Juntos criamos um sistema complexo, baseado em troca de energia e matéria. Ao longo de todos os meus anos de vida passei por muitas mudanças. Vi diversas espécies surgirem e se extinguirem, continentes em muitas posições, montanhas e oceanos aparecerem e desaparecerem. A verdade é que esse sistema nunca para. E nunca irá parar. Entretanto, há pouco mais de 350 mil anos, surgiu uma espécie diferente de tudo que eu já havia visto. Vocês! Homo sapiens. Uma espécie inquieta e que, de um tempo para cá, vem tentando me entender e, principalmente, se descobrir através de algo que deram o nome de ciência.
![]() |
| 3X4. |
Uma dessas ciências se chama Ecologia. O termo ecologia foi cunhado por um de vocês, o naturalista alemão Ernst Haeckel (1834-1919) no ano de 1866. A palavra ecologia deriva da junção dos termos gregos "oikos" e "logos", que significam, respectivamente, "casa" e "estudo". Ou seja, ecologia é o ramo científico que busca entender a casa. Mas não essas casas convencionais que vocês inventaram, essas construções destinadas à moradia. O que Haeckel chamou de casa, na verdade, sou eu, a Terra. Essa ciência busca entender as relações complexas que acontecem entre os organismos que "moram" em mim e interagem comigo e entre si.
Essas interações entre meus moradores podem ter um caráter tanto positivo, quanto negativo. Tudo dependerá dos fatores e atores envolvidos. Dessa forma, a simples presença de uma espécie em um determinado local pode ser suficiente para modificar e estruturar todo o ambiente ao seu redor. Para exemplificar, contarei uma breve história que presenciei em um lugar chamado Estados Unidos da América, mais especificamente, em um parque chamado Yellowstone. Nesse parque habitava uma espécie conhecida por vocês como lobo (Canis lupus). Por conta da pressão que alguns de vocês exerceram, principalmente através da caça, os lobos foram localmente extintos. Mas nem todos eram inimigos dos lobos. Alguns de vocês, após uma estratégia de manejo bem-sucedida, reintroduziram lobos no parque. Em pouco tempo os lobos foram responsáveis por aumentar a diversidade do local e, o que é mais impressionante, mudaram até mesmo os cursos dos rios. Porém essa capacidade de modificar o ambiente não é igual para todas as espécies, algumas são mais eficazes do que outras. Mas não tenho nenhuma dúvida de que a espécie Homo sapiens é a espécie mais “eficaz” nesse quesito. Porquê de eficaz estar entre aspas vocês entenderão no decorrer desse artigo.
Nos meus quase 4.5 bilhões de anos, a espécie Homo sapiens surgiu apenas nos últimos 350 mil anos. E o que vocês chamam de humano moderno é ainda mais recente, apareceram somente nos últimos 50 mil anos. Nesse curto intervalo de tempo (obviamente, se levarmos em consideração a minha idade), os Homo sapiens deixaram de ser uma força unicamente biológica e passaram a exercer também uma força geológica sobre mim. E, assim como as derivas continentais (causada pelo movimento das placas tectônicas), passaram a deixar marcas em minha superfície, também conhecidas como camadas geológicas. Justamente por isso, Paul Crutzen, ganhador do Prêmio Nobel de química em 1995, criou o termo Antropoceno. Termo ainda muito discutido pelos cientistas, mas que foi criado com o objetivo de descrever o período geológico que estamos vivendo agora. No caso, o período dos Homo sapiens.
Mas como vocês foram capazes de me afetar tanto, a ponto de deixar marcas? E como isso pode afetar o bem-estar dos próprios Homo sapiens, de suas gerações futuras e de todas as outras espécies que me possuem como "lar"? Seria isso, de fato, um problema? E se for, ainda há tempo para salvarmos o sistema composto por mim, a Terra, e todos os organismos que me habitam? O meu objetivo através desse artigo é responder essas perguntas e, quem sabe, abrir os olhos do máximo de Homo sapiens que ele seja capaz de atingir. Utópico? Talvez! Mas tenho certeza de que essa é uma luta que vale a pena.
Homo sapiens como força geológica e o início do Antropoceno
Os cientistas divergem sobre como e onde a espécie Homo sapiens surgiu. Porém a hipótese mais aceita diz que vocês tenham a África como ponto de origem. Permaneceram, aproximadamente, 300 mil anos por lá. Mas a grande questão disso tudo é: por que demoraram tanto tempo para explorar outras regiões e, literalmente, tomar conta de quase toda minha superfície como fazem hoje? A resposta para essa pergunta está diretamente relacionada às condições climáticas. Ao longo de minha vida, minha superfície passou por grandes variações na temperatura. Períodos de glaciações e períodos de calor. Os ancestrais mais longínquos dos Homo sapiens enfrentaram uma longa fase de glaciação, a qual chamaram de Era do Gelo. Durante todo esse tempo ficaram, digamos, reclusos. Somente com o fim da última glaciação que passei, as condições ambientais se tornaram propicias para que os Homo sapiens deixassem a África.
Os cientistas divergem sobre como e onde a espécie Homo sapiens surgiu. Porém a hipótese mais aceita diz que vocês tenham a África como ponto de origem. Permaneceram, aproximadamente, 300 mil anos por lá. Mas a grande questão disso tudo é: por que demoraram tanto tempo para explorar outras regiões e, literalmente, tomar conta de quase toda minha superfície como fazem hoje? A resposta para essa pergunta está diretamente relacionada às condições climáticas. Ao longo de minha vida, minha superfície passou por grandes variações na temperatura. Períodos de glaciações e períodos de calor. Os ancestrais mais longínquos dos Homo sapiens enfrentaram uma longa fase de glaciação, a qual chamaram de Era do Gelo. Durante todo esse tempo ficaram, digamos, reclusos. Somente com o fim da última glaciação que passei, as condições ambientais se tornaram propicias para que os Homo sapiens deixassem a África.
Essas condições ambientais favoráveis permitiram que a espécie de vocês mudasse muito. Vocês passaram a apresentar um comportamento que chamaram de moderno. Atravessaram revoluções culturais e sociais que os tornaram um pouco mais parecidos com o que são agora. Começaram a domesticar plantas e outros animais, se estruturaram em cidades e como sociedade. Toda essa mudança possibilitou o surgimento do comércio, da ciência, da burocracia, da política e da militarização, por exemplo. Há, aproximadamente, 10 mil anos vocês ainda viviam como caçadores-coletores. E, de lá para cá, mudaram muito mais do que em todos os quase 340 mil anos anteriores, desde que surgiram. Tudo isso graças às condições climáticas propícias e uma capacidade cognitiva de dar inveja em qualquer espécie. Se é que outras espécies sentem inveja.
![]() |
| Ferramenta*. |
Todas essas mudanças tornaram os Homo sapiens a espécie com maior capacidade de me transformar. Isso trouxe consequências para outras espécies de animais e plantas. Muitos cientistas consideram os Homo sapiens responsáveis pela extinção da Megafauna do Pleistoceno. Além disso, vocês começaram a selecionar espécies de maneira artificial para benefício próprio. Consequentemente, iniciaram um processo de homogeneização da paisagem e das espécies. Derrubaram florestas! Perdi biodiversidade e algumas poucas espécies acabaram se sobressaindo por conta da mão "amiga" dos Homo sapiens. Já as espécies que vocês consideraram pragas, tentam dizimá-las a qualquer custo. Mas, até aí, a força que vocês exerciam sobre mim e sobre as outras espécies – força desproporcional, diga-se de passagem – ainda era apenas biológica.
E os Homo sapiens seguiram avançando nos anos seguintes. Passaram por outras revoluções – industrial, cultural, social e tecnológica. Criaram máquinas, adotaram novos estilos de vida e passaram a explorar meus recursos minerais. De todas as revoluções que vocês passaram, três foram cruciais para o futuro da espécie e, obviamente, meu futuro também. A revolução industrial (século XVIII), a revolução médico-sanitário (séculos XIX e XX) e a revolução verde (século XX). Por conta dessas revoluções, surgiram novos processos de manufatura, vocês passaram a viver mais e modificaram suas práticas agrícolas — permitindo, assim, aumento na produção e barateamento dos custos. Foi neste período que começou meu processo de “divórcio” com os Homo sapiens. Vocês passaram a me poluir mais, desmatar minhas florestas e, principalmente, a aumentar sua população exponencialmente. Ao ponto de preocupar um economista britânico chamado Thomas Robert Malthus (1766-1834), que, em 1798, publicou um trabalho intitulado 'An Essay on the Principle of Population' (Um Ensaio sobre o Princípio da População). Nele, Malthus temia que o crescimento populacional traria uma escassez de alimento e, consequentemente, a fome. Na verdade, acho que foi nesse período que vocês, Homo sapiens, assinaram sua própria sentença de morte. Estávamos caminhando em direção ao Antropoceno.
O Antropoceno e o futuro
Para entender o Antropoceno, primeiro precisamos entender como são definidas as Eras Geológicas. Existe um grupo de cientistas que criou uma entidade chamada 'International Commission on Stratigraphy' (Comissão Internacional sobre Estratigrafia). Essa entidade se reúne com o objetivo de contar a minha história geológica, ou seja, a história da Terra. Para isso, eles utilizam as "marcas" deixadas nas rochas e camadas estratigráficas. Os membros dessa entidade dividiram minha história em uma escala de tempo geológico. Para tal, eles se basearam nas forças geológicas que atuavam em mim, nos organismos que habitavam minha superfície, nos climas passados e nas forças naturais, como terremotos e vulcões.
Para entender o Antropoceno, primeiro precisamos entender como são definidas as Eras Geológicas. Existe um grupo de cientistas que criou uma entidade chamada 'International Commission on Stratigraphy' (Comissão Internacional sobre Estratigrafia). Essa entidade se reúne com o objetivo de contar a minha história geológica, ou seja, a história da Terra. Para isso, eles utilizam as "marcas" deixadas nas rochas e camadas estratigráficas. Os membros dessa entidade dividiram minha história em uma escala de tempo geológico. Para tal, eles se basearam nas forças geológicas que atuavam em mim, nos organismos que habitavam minha superfície, nos climas passados e nas forças naturais, como terremotos e vulcões.
Alguns cientistas consideram que o impacto que vocês têm causado em minha superfície seja tão grande que já pode ser visto em minhas camadas estratigráficas. A causa disso? Os Homo sapiens estão cada vez mais distantes da natureza. O modo de vida de vocês agora é baseado e medido através de valores econômicos, de consumo, de produção. Tudo isso graças aos recursos que eu forneço. Retiram árvores, mas precisam respirar; poluem os rios, mas precisam beber água. Para mim, isso não faz sentido algum! Acham-se autossuficientes, mas não conseguiriam sobreviver sem interagirem comigo e com os outros organismos. São tão egoístas que não se preocupam com a própria espécie. Muitos de vocês valorizam mais um pedaço de papel, ao qual chamam de dinheiro, a qualquer outra coisa. Deixam seus semelhantes morrerem de fome. Matam por riqueza e poder. Sabe o que é pior? Se autoproclamaram Homo sapiens, que significa "Homem sábio". Me dá vontade de rir.
Nem todos os cientistas concordam que eu, a Terra, tenha entrado em um novo período geológico. Muito ainda se discute em relação à magnitude do impacto humano sobre a minha superfície. Mesmo entre aqueles que concordam com o Antropoceno, não há um consenso de quando ele teria iniciado. Porém, em um artigo publicado em 2011, Steffen e alguns colaboradores demonstraram que após a II Grande Guerra Mundial houve uma mudança no padrão de produção e comércio praticado por vocês. Esse novo estilo de vida, principalmente nos países mais ricos, gerou uma onda de maior produção, consumo, gasto de energia e exploração. Os autores chamaram essa onda de "Grande Aceleração". Essa aceleração não trouxe reflexos somente no modo de vida de vocês. Ela também acarretou no aumento da poluição, de gases do efeito estufa na atmosfera, do consumo de combustíveis de origem fóssil, das chuvas ácidas e da supressão de florestas para dar lugar a cidades e áreas agrícolas. Além disso houve mudanças nos padrões de chuvas e secas e no balanço dos ciclos biogeoquímicos. Juntos estamos sentido na "pele" os efeitos das mudanças climáticas. O clima está ficando louco e ainda tem gente que diz que isso é uma farsa. Que é fake news ou que tudo não passa de um complô marxista.
Até quando vamos sustentar o padrão de vida que vocês estão levando? Existem limites para isso! Todos esperam uma crise por falta de petróleo, mas o que muitos de vocês não sabem é que a falta do nutriente fósforo está batendo nas suas portas. Este nutriente é fundamental para a forma de agricultura realizada por vocês. Serviços ecossistêmicos estão sendo jogados no lixo. E sabe o que é pior? Vocês não são a única espécie a pagar o preço! Perdi a conta de quantas espécies vocês já extinguiram. Na cabeça de muitos, eu pertenço a vocês. Estão reduzindo minha resiliência a tal ponto, que meus ecossistemas estão cada dia mais vulneráveis. Cada dia que passa fica mais difícil voltar ao que era, ao estado original.
Contudo não estou escrevendo este desabafo por ter perdido a esperança. Algumas pessoas já perceberam o quanto precisam de mim e das outras espécies. Tenho esperança nas futuras gerações, nos jovens e nas crianças. Vocês já mudaram tanto e em tão pouco tempo. Por que não acreditar que podem mudar outra vez? Mudar para melhor! Porém, caso isso não aconteça, infelizmente, não garanto a permanência dos Homo sapiens por muito tempo. Como disse antes, muitas outras espécies já passaram por mim ao longo de toda minha existência. Vocês também passarão um dia. Só espero que acordem o mais rápido possível para que nossa convivência seja mais duradoura. A luta de vocês não deve ser para me salvar, mas para salvar sua própria espécie. Eu continuarei aqui, girando em torno do Sol. Só espero que vocês realmente sejam sapiens.
![]() |
| Os ratos se divertem. |
Agradecimentos: Amanda Silva e Vítor Lacerda Vasquez, pelas revisões e importantes considerações. José Luiz Attayde (Coca), por me instigar a escrever esse texto.
*Ilustração inspirada em uma cena do filme '2001: Uma odisseia no espaço' (Stanley Kubric, 1968).
Seguem algumas referências que me inspiraram e que utilizei na construção deste texto.
BUDAHN, J. R. et al. Correlation of late Cenozoic basaltic lava flows in the Carbondale and Eagle collapse centers in west-central Colorado based on geochemical, isotopic, age, and petrographic data. In: KIRKHAM, R. M.; SCOTT, R. B.; JUDKINS, T. W. (Eds.). . Late Cenozoic Evaporite Tectonism and Volcanism in West-Central Colorado. [s.l.] Geological Society of America, 2002.
DIAMOND, J. Armas, germes e aço. 23. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2017.
FOLKE, C. et al. Regime Shifts, Resilience, and Biodiversity in Ecosystem Management. Annual Review of Ecology, Evolution, and Systematics, v. 35, n. 1, p. 557–581, 2004.
HARARI, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade. 1. ed. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2015.
INTERNATIONAL COMMISSION ON STRATIGRAPHY. Time scale. Disponível em: <http://www.stratigraphy.org/index.php/ics-chart-timescale>. Acesso em: 20 abr. 2020.
KOLBERT, E. A sexta extinção: uma história não natural. 1. ed. Rio de Janeiro, RJ: Intrínseca, 2015.
LIFEWATCH ERIC. 150 years of Ecology. Disponível em: <https://www.tiki-toki.com/timeline/entry/608925/150-years-of-Ecology/>. Acesso em: 19 abr. 2019.
MALTHUS, T. R. An Essay on the Principle of Population. New York, NY: Dover Publications, 2007.
MÖLLERS, N. Paul J. Crutzen: “Mister Anthropocene”. Disponível em: <http://www.environmentandsociety.org/exhibitions/anthropocene/paul-j-crutzen-mister-anthropocene>. Acesso em: 19 abr. 2019.
STEFFEN, W. et al. The Anthropocene: conceptual and historical perspectives. Philosophical Transactions of the Royal Society A: Mathematical, Physical and Engineering Sciences, v. 369, n. 1938, p. 842–867, 13 mar. 2011a.
STEFFEN, W. et al. The Anthropocene: From Global Change to Planetary Stewardship. Ambio, v. 40, n. 7, p. 739–761, nov. 2011b.
STEFFEN, W. et al. Planetary boundaries: Guiding human development on a changing planet. Science, v. 347, n. 6223, 13 fev. 2015a.
STEFFEN, W. et al. The trajectory of the Anthropocene: The Great Acceleration.
TheAnthropocene Review, v. 2, n. 1, p. 81–98, 1 abr. 2015b.
BUDAHN, J. R. et al. Correlation of late Cenozoic basaltic lava flows in the Carbondale and Eagle collapse centers in west-central Colorado based on geochemical, isotopic, age, and petrographic data. In: KIRKHAM, R. M.; SCOTT, R. B.; JUDKINS, T. W. (Eds.). . Late Cenozoic Evaporite Tectonism and Volcanism in West-Central Colorado. [s.l.] Geological Society of America, 2002.
DIAMOND, J. Armas, germes e aço. 23. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2017.
FOLKE, C. et al. Regime Shifts, Resilience, and Biodiversity in Ecosystem Management. Annual Review of Ecology, Evolution, and Systematics, v. 35, n. 1, p. 557–581, 2004.
HARARI, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade. 1. ed. Porto Alegre, RS: L&PM Editores, 2015.
INTERNATIONAL COMMISSION ON STRATIGRAPHY. Time scale. Disponível em: <http://www.stratigraphy.org/index.php/ics-chart-timescale>. Acesso em: 20 abr. 2020.
KOLBERT, E. A sexta extinção: uma história não natural. 1. ed. Rio de Janeiro, RJ: Intrínseca, 2015.
LIFEWATCH ERIC. 150 years of Ecology. Disponível em: <https://www.tiki-toki.com/timeline/entry/608925/150-years-of-Ecology/>. Acesso em: 19 abr. 2019.
MALTHUS, T. R. An Essay on the Principle of Population. New York, NY: Dover Publications, 2007.
MÖLLERS, N. Paul J. Crutzen: “Mister Anthropocene”. Disponível em: <http://www.environmentandsociety.org/exhibitions/anthropocene/paul-j-crutzen-mister-anthropocene>. Acesso em: 19 abr. 2019.
STEFFEN, W. et al. The Anthropocene: conceptual and historical perspectives. Philosophical Transactions of the Royal Society A: Mathematical, Physical and Engineering Sciences, v. 369, n. 1938, p. 842–867, 13 mar. 2011a.
STEFFEN, W. et al. The Anthropocene: From Global Change to Planetary Stewardship. Ambio, v. 40, n. 7, p. 739–761, nov. 2011b.
STEFFEN, W. et al. Planetary boundaries: Guiding human development on a changing planet. Science, v. 347, n. 6223, 13 fev. 2015a.
STEFFEN, W. et al. The trajectory of the Anthropocene: The Great Acceleration.
TheAnthropocene Review, v. 2, n. 1, p. 81–98, 1 abr. 2015b.



Comentários
Postar um comentário