A máscara do falso paladino

Sentado em um trono — cômodo — de privilégios,

Diz-se o verdadeiro paladino das minorias.
Trajando máscaras sociais, discursa alegorias;

Desadornado, verbera enxurradas de sacrilégios.

Tomado de achismos, procuras um picadeiro;
Porém, não és nada se não um tartufo
Que, pusilânime, fraqueja ante um fino barrufo!
Pensas ser o lobo, mesmo semoto de ser um cordeiro.

Enquanto destilas pontos de vista convictos,
Tua cabeça aponta para Hadar;
Como se, entre os vocábulos, fosses os ictos.

És surdo quando deverias escutar;
És cego quando deverias ver;
Mais proveitoso seria se te calasses na hora de falar.
 

Máscara
Maschere veneziane.

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