Álvares ou Anjos
Ao ledo cintilante, bradei: “Antes, o breu!”
Se o anseio da vida amarga é a morte,
E de tal desejo usufruí tamanha sorte,
Jamais imaginaria que o apogeu fosse tão breve.
Igualmente firmo a todo e qualquer ruído:
De tanto desejar a sua partida, sem saber,
Quão fugaz seria o belo perecer,
Afinal, o infindo silêncio se fez eterno.
À minha sorte, a desejada escuridão chegou,
E o, romantizado, breu, minha vista tomou.
Categórico e breve, aqui nada há a olhar.
A morte — certeira — enfim, rompeu o penar.
Daí em diante, não há mais lágrimas a chorar;
E ao mundo, digo: segue, mundo. Nada mudou.
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| Corda da vida. |

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