O prisioneiro do guarda-chuva de aço
Enquanto eu, enclausurado, verazes criminosos gozam impunes; como se amanhã não raiasse — e talvez não raia. Acolá, uma chuva de canivetes e os espectadores, alheios, desfilam pia confiança de que o sol está de rachar. Sigo onde estou — nem tão firme e nem tão forte — a usar guarda-chuva de aço, mesmo sob este teto. Dizem que o costume é que mata e — se verídico for, confesso — estou me acostumando. Ao menos ainda guardo escrúpulos.
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| Guarda-chuva. |

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