Um circo de horrores verde, amarelo, branco e azul anil

Gostaria de agradecer à Maria José, que passou o seu conhecimento à Nathália Napole, que, por sua vez, passou o conhecimento para mim.



Ah, o Brasil! Sua majestosa Terra, ainda plana, é sem mazelas. Prevenidas e curadas por seus magníficos tônicos que afastam de tudo. Não lhes apresento o representante popular desta pátria, não tão amada, por desencargo de consciência. Ouvi dizer que pronunciar o seu nome periga um mau agora de quatro anos — ou mais. 


Porém, o que é que há? Eventos agitados do balacobaco pesam do outro lado da balança judicial. Tais eventos não podem, e não carecem. Quantos carnavais em terras Tupiniquins? Quantos carnavais? Mas o pão ficará para uma próxima. Posso ofertá-los, no máximo, um copo d'água; só não garanto a procedência.


Mas se você tem um gerente para chamar de seu, é bem provável que não precise de minha água e consiga ver um rio limpo em meio a essa multidão de edificações. Caso contrário, se prepara para a labuta diária, companheiro. Com uma pitadinha de exploração; por conta da casa. 


Mas [...], nossas origens — que não são as nossas originais — não nos permitem perder a fé. Como dizem os adoradores do pato amarelo de borracha gigante: nas crises surgem as grandes deixas. 


Posto isto, como povo empreendedor que somos, mundialmente autenticados — em cartório — por nossas grandiosas gambiarras, ainda temos alguns vislumbres porvindouros. Quem sabe não tiramos proveito dessa terra ainda fecunda? Vamos-lhes: se lonar, vira circo; se murar, vira hospício; e se colocar uma luz vermelha, preparem os bolsos porque vira cabaré! 


Mas, adianto-lhes, cuidado onde pisam. Por essas bandas não precisa de muito para virar a atração principal.


Bandeira do Brasil
Velha e desgastada.

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