Seu nome é Newton
Cinco e meia da manhã. Com seus 12 para 13 anos e um metro e 70 de altura, ele espera o "208 X Aterrado", ônibus que o levará até o pé do Morro do Rosário. O morro tem esse nome porque, em sua parte mais alta, encontra-se o Colégio Nossa Senhora do Rosário, destino do jovem que adoraria estar em casa, debaixo das cobertas. No entanto, ali está ele, feito uma estátua, esperando um ônibus.
Enquanto aguarda, o rapaz observa um bando de pombos empoleirados em alguns fios de alta tensão. Esses fios estão localizados bem acima de sua cabeça, a uns três ou quatro metros de altura do chão.
Desconsidere o atrito do ar e considere uma gravidade de cerca de 9,8 m/s². Um pombo, que está a exatos quatro metros de altura do chão, sente algumas pontadas no estômago e resolve liberar a tensão soltando um belo de um tolete. A merda sai da cloaca do pombo a uma velocidade inicial de 2 m/s. Claramente, ela já estava "na porta" e o pombo quase não precisou exercer muita força para liberá-la de sua portilha anal.
Eis a saga do jovem rapaz: menos de um segundo — sim, menos de um segundo! — acompanhando a merda saindo do cu do pombo até atingir o meio de sua testa. Há quem diga que o puta azar do jovenzinho foi, na verdade, um sinal de sorte. [...] Talvez [...]. Antes a merda de um pombo do que a merda de um urubu.
Independente disso, merda é sempre merda.
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| A maçã ou a bosta? |

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