A dança do tempo
Eu fui. Eu sou. Eu, (...) ponto. Está difícil continuar sendo. Os papéis se inverteram. Quem criou agora é cria. A cria agora cuida. O corpo já não é mais o mesmo, mal se sustenta, mas os olhos conservam o brilho de uma estrela que acabara de nascer. Gigante, Supergigante, Supernova; ainda superlativo, sempre, para adjetivar aquela que tratou os seus no mais amável diminutivo. Talvez para suportar tamanha grandeza, tantos são os seus. Talvez. Fato é, tamanha grandeza não cabe mais num relicário de carne e osso.
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| Parece que foi ontem. |

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