Um belíssimo de um merda
Precisa de ajuda? Não me pergunte como! Afinal, sou o melhor do melhor em não ser o melhor em porra nenhuma.
Do fracasso sou a pessoa, o adjetivo e o verbo. Fracasso auto-imperativo.
Fica assim: Fracasso, o fracassado, fracassou.
E, sem sombras de dúvidas, também sou o complemento que, indubitavelmente, potencializa o verbo.
Agora: Fracasso, o fracassado, fracassou outra vez. Um baita de um fracassado.
Mas, vida que segue.
Vida que segue? Pra quê?
Como: pra quê? É obvio!
Ao tempo que me sinto o pior sendo o que sou; sendo o que sou, sou o melhor em: ser o pior! O que não me tem utilidade alguma, eu sei. Paciência! Mas, sou! É isso. Ponto.
Sou aquele que de tanto tentar ser, não sabe o que é, mas sabe o que quer ser. Por ora, apenas sou o que sou, e não o que quero ser.
Sou a cerveja sem álcool, o cigarro sem nicotina, o espelho ao avesso, o cavalo paraguaio que morre na praia.
Sou um punhado de migalhas do que gostaria de ser. Migalhas arremessadas por um esfomeado qualquer, sentado em um banco sujo de uma praça suja, a esfomeados pombos sujos.
Quis ser o amor, falhei. Quis ser a dor, falhei. Quis ser tanta coisa que acabei me tornando a frustração de tentar me definir por extremos emocionais. E na busca por desvios, tentei encontrar o intercepto entre paralelas. Resultado: fracasso!
Mas está bom. Valeu. Engana-se aquele que crê que isso tudo me torna melhor ou pior do que outrem. No meio de tantas tentativas, ao menos, aprendi a deixar os adjetivos de lado e continuar na busca daquele que quero ser.
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| Por una cabeza. |

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