Punheta

Uns 90 milhões em ação; ao menos, foi o que médico me disse. Pra frente Brasil. Pra cima Brasil! Salve a seleção!

Ora? Por que não? 

Nada mais natural do que a solidão. Pelo sim, pelo não, pelo pelo na mão. Afinal, mais vale um pássaro na mão do que um estouro de estorninhos no saco.

Desculpe-me! Estou sendo escroto.

Mas é isso. É orgânico. É um coitado pentelho que coça. Inocente, a mão familiar busca, a coceira pelicular, aliviar. Um despertar e, quando vê, carícia em mastro em contento  confesso, faltou-me humildade. 

Ademais, demais contente. Em demasia em contento. Num harmônico sobe e desce que umedece e anseia o júbilo do momento. E o final é um momento de contento. 

É isso. Pra frente! Pra cima! Pra fora, Brasil! Em riste! Faça soar o seu brado retumbante! Pra todos ouvirem. Assim!

Ai, Jesus! Duas vezes: ai, Jesus!

Olha o gol! Olha o gol! Olha o gozo! 

Uma pausa dramática. Uma respiração profunda:

Gozo.

Valei-me! 

Ufa!


Que porra é essa?
Que porra é essa?

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